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SACRIFÍCIO DE ANIMAIS

“No mundo lógico, aquele que

inverter o óbvio levará vantagem.”

Carlos Buby


O Templo Guaracy não realiza rituais que envolvem sacrifícios de animais. Essa restrição ritualística fundamenta-se nos Princípios, expostos na Apresentação, que pregam a preservação e o desenvolvimento da vida. A prática de ritos que, direta ou indiretamente, atentam contra a vida seria de tal forma incoerente com a Filosofia Guaracyana que o Templo perderia sua finalidade essencial. Contudo, a posição do Templo Guaracy diante das tradições que praticam rituais com sacrifícios de animais é de profundo respeito, pois conhecemos a maneira sacralizada com que tais animais são abatidos em diferentes tradições.


No Candomblé, cada animal sacrificado é previamente submetido a ritos que dignificam o ato. À natureza são oferecidos os “Axés”, e à comunidade o alimento. As partes do animal que são oferecidas aos Orixás correspondem a rigorosos preceitos litúrgicos. O restante é ofertado aos participantes e consumido durante as festas de encerramento das cerimônias iniciáticas. Essa tradição milenar é originária de uma época em que Deus, o Homem e a Natureza integravam a mesma “mesa” e partilhavam o mesmo “banquete”.



Grandes festas, como o Natal e a Páscoa são organizadas em torno de uma mesa farta. Nessas mesas, encontramos diversos animais e aves que foram abatidos pelo Homem e, na maioria das vezes, sem nenhum critério. Por que as festas realizadas pelo Candomblé não haveriam de ter a mesma fartura, porém com animais sacralizados? Sabemos que se trata de um tema polêmico, pretendemos, portanto, apenas propor uma reflexão, isenta de preconceito, discriminação e hipocrisia. Deixamos claro que o Templo Guaracy não sacrifica animais por uma questão filosófica, e não por ignorância.


As propriedades “mágicas” encontradas no sangue vermelho são insubstituíveis. Porém, algumas ervas, desde que bem combinadas podem, com o seu sumo (sangue verde), suprir a ausência do sangue animal. A ritualização dos processos de plantio, colheita, e maceração garante a aquisição de substâncias energéticas adequadas aos diferentes tipos de rituais. Não estamos nos referindo aos princípios ativos das ervas. Extraímos a seiva e a utilizamos ritualisticamente em amacis, banhos, etc. O restante é secado e utilizado em defumações. Por questões éticas, o Templo Guaracy não ministra ervas ou nenhum produto com proposta medicamentosa.

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